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Novo Lore Galio Rework – League of Legends

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Do lado lado de fora da reluzente cidade de Demacia, Galio, o gigante de pedra, vigia com zelo. Construído como escudo contra magos inimigos, ele muitas vezes permanece imóvel por décadas até que a presença de uma magia poderosa o desperta. Uma vez ativado, Galio aproveita bem o tempo, deleitando-se com a emoção de uma luta e com a rara honra de defender seus compatriotas. Contudo, os triunfos dele são tanto doces quanto amargos, pois a magia que ele destrói é a mesma que o movimenta, e cada vitória o devolve à inércia.

A criação de Galio começou após o término das Guerras Rúnicas, quando refugiados de toda parte buscavam abrigo do poder destrutivo da magia. Dizem que um grupo dessas pessoas deslocadas estava sendo perseguido por um bando perverso de magos negros no oeste de Valoran. Exaustos após dias sem descanso, os refugiados se esconderam em meio às sombras de uma antiga floresta petrificada. Os feiticeiros que os perseguiam logo descobriram que a magia deles era ineficaz nessa mata estranha.
As árvores fossilizadas pareciam agir como um atenuador natural de magia, e qualquer feitiço usado em meio a elas era simplesmente anulado. Não mais indefesos, os refugiados ergueram suas espadas contra os magos negros e os expulsaram da região.
Alguns decidiram que esse santuário contra a magia era um presente dos deuses, outros o viram como uma recompensa justa pela terrível jornada, mas todos concordaram que esse seria seu novo lar.
Com o passar dos anos, os colonizadores criaram itens de proteção a partir da madeira encantada. E terminaram descobrindo que podiam misturá-la com cinzas e cal para fazer petricita, um material com poderosa resistência mágica. Essa passou a ser base da sua nova civilização, formando as muralhas do novo reino de Demacia.

Por anos, as barreiras de petricita bastaram para que os demacianos se sentissem protegidos da ameaça da magia dentro das fronteiras da sua terra. Nas raras vezes em que precisavam resolver um conflito além da fronteira, seu exército se mostrava feroz e formidável. Quando os inimigos faziam uso de feitiços, entretanto, o exército itinerante tinha poucos meios de contra-ataque. Os anciões do reino decidiram que, de algum jeito, eles precisavam levar a segurança de suas muralhas atenuadoras de magia às batalhas. Eles encomendaram ao escultor Durand a criação de uma espécie de escudo de petricita para o exército. Dois anos depois, o artista revelou sua obra-prima. Embora não fosse o que muitos esperavam, a grande estátua alada de Galio se tornaria vital na defesa da nação, servindo também como símbolo do poder de Demacia por toda Runeterra.

Cada vez que o exército era convocado para enfrentar um inimigo mágico, eles levavam Galio. Usando um sistema de polias, trenós de aço e inúmeros bois, eles carregavam a grande obra de pedra até o campo de batalha. A presença de tanta petricita facilmente anulava quase qualquer ataque arcano, dando ao povo que uma vez fugira da magia a habilidade de enfrentá-la de frente em confrontos abertos. Muitos pretensos invasores eram paralisados pela mera visão da figura imponente que se agigantava atrás das árvores diante deles. O titã “devorador de magia” inspirou um reino e aterrorizou quem a ele se opunha. Mas em momento algum alguém considerou os efeitos de expor a estátua a essa quantia incalculável de energia arcana…

O estranho efeito dessas magias mudaria o rumo da história. Demacia afundara-se em uma batalha penosa contra as forças noxianas nas Montanhas da Presa Verde ao norte de Valoran. Sem que os demacianos soubessem, Noxus reunira um grupo de magos de combate de elite, o Punho Arcano. Enquanto os soldados invasores encurralavam os demacianos em um grande vale, o Punho Arcano os bombardeava com raios crepitantes de puro poder místico. Em choque, os demacianos viram os projéteis atravessarem o campo antimágico de Galio.
Por treze dias, o exército demaciano foi alvejado pelos inimigos, e os sobreviventes sentiam seu espírito de luta evaporando a cada hora. Quando a sua disposição para lutar enfim desaparecera, eles ouviram o familiar trovejar de explosões arcanas rasgando suas fileiras. Porém, dessa vez, as explosões foram seguidas de um novo som. Um estrondo lento e ensurdecedor balançou o vale, como se duas montanhas estivessem em choque. Com uma enorme sombra surgindo atrás de si, a tropa de demacianos aterrorizados estremeceu, preparando-se para a morte.

“Vamos lutar?”, bramiu uma voz grave vinda das alturas.

Para o espanto dos demacianos, o som viera do colosso gigante na sua retaguarda. Galio movia-se e falava por conta própria. De algum modo, o acúmulo de magia absorvida lhe concedera vida.

Atordoados e boquiabertos, os presentes olhavam para o titã tentando entender o que estavam testemunhando. Antes que pudessem compreender, outro projétil flamejante desceu em direção ao campo demaciano em uma trajetória perfeita para acabar com os soldados restantes. Galio jogou-se na frente das tropas, protegendo-as e absorvendo o ataque com seu enorme corpo de pedra.

Ele então voltou-se para a origem dos projéteis e viu cinco pequenos humanos nas encostas da montanha próxima.
“Magos inimigos! Vamos acabar com eles!”, gritou o colosso.
Enquanto ele se dirigia à encosta, os noxianos concentraram toda a sua força em uma espiral de energia arcana capaz de derreter praticamente qualquer pedra de Valoran. Quando o ataque se dissipou, os magos viram que o titã permanecia de pé, seus olhos fechados e brilhando calorosamente, como se estivesse bebendo a magia ofensiva. Em seguida, com um entusiasmo quase juvenil, Galio continuou a subir a encosta e esmagou o Punho Arcano no solo íngreme.
Enquanto os noxianos sobreviventes fugiam, gritos de vitória irrompiam entre os demacianos. Eles estavam ansiosos para agradecer ao sentinela de petricita que salvara suas vidas, mas tão rápido quanto ele ganhou vida, o temível protetor parou de se mover, voltando à mesma pose de sempre em seu pedestal.

Quando voltaram, a bizarra história do colosso vivo foi contada aos murmúrios pelos poucos sobreviventes da Batalha da Presa Verde, mas ela sempre foi ouvida com um ceticismo mudo, não diferente das crônicas de um louco. E, no fim, aqueles que testemunharam Galio ganhar vida simplesmente pararam de falar sobre isso, temendo que sua sanidade fosse questionada. Tudo tornou-se uma mera lenda, talvez uma alegoria inventada nos dias antigos para dar apoio às pessoas em tempos difíceis.

Ninguém, nos quatro cantos do reino, teria acreditado que o colosso continuava a ver tudo que transcorria ao seu redor. Mesmo quando imóvel, ele mantinha sua consciência, desejando sentir a emoção visceral do combate mais uma vez. Socar inimigos com punhos de pedra gigantes era animador, mas estar preso em um enorme corpo de pedra, incapaz de se mover, era trágico.

Obrigado a observar em silêncio, Galio viu os humanos caminharem debaixo dele, louvando-o ano após ano, como se fosse um sonho vago e distante. Ainda que soubesse muito pouco sobre cada um deles, ele começou a sentir que os conhecia como um povo. Ficava perplexo como eles pareciam ser substituídos, um a um, por novos corpos com vida ao que passava o tempo.
Ele se perguntava para onde iam quando desapareciam. Talvez eles fossem enviados para longe para serem consertados, como o próprio Galio o era quando voltava de uma luta?

Depois de uma das várias lutas contra os bárbaros de Freljord, Galio viu longas fileiras de homens carregando o que pareciam ser padiolas cobertas com panos para dentro da cidade. Um dos panos caiu quando procissão passava por ele, revelando o rosto imóvel e pálido de um jovem soldado. Era um garoto que Galio já tinha visto, e o colosso não conseguia entender por que alguém tão tanto vigor escolheria ser carregado pela cidade em uma padiola coberta. Galio começou a entender a triste resposta para sua pergunta: diferente dele, as pessoas não podiam ser pintadas ou terem suas avarias facilmente reparadas. Os humanos são criaturas frágeis e efêmeras, e ele agora entendia o quanto eles precisavam de sua proteção. Lutar já era uma paixão para ele, mas o povo agora era a sua razão.

Desde então, Galio só pôde participar de combates algumas poucas vezes, ficando sem se mover às vezes por séculos. A magia é mais rara no mundo agora e, assim, ele permanece em seu estado inerte, observando o mundo através da névoa de seus sonhos lúcidos. A maior esperança da grande estátua é ser abençoada por uma magia tão forte a ponto de ele nunca mais ser obrigado a adormecer.
Só então Galio será capaz de realmente servir ao seu propósito de lutar e defender Demacia como seu constante protetor.

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